01 junho 2013

Que o nome da bússola seja felicidade

 Não há como fazer mal a alguém e sair impune disso – mesmo que sem querer. Os astros, os Deuses, ou simplesmente a física com sua lei da causa e efeito cuidam para que você sinta o mal causado ao outro. Pecado? É você causar o mal. Castigo? É o efeito desse mal. Simples, matemático, automático. E então surge a culpa, o arrependimento e a vontade de ter escolhido diferente. Viver é viajar numa corda bamba. É tentar equilibrar-se no fio da navalha. Todos nós causamos o mal em algum momento. Faz parte do aprendizado, do lidar com um lado nosso que fazemos questão de esconder. E então vem o outro erro, da culpa como bússola de nossas vidas. Ela que passa a nos guiar. Pedir desculpas, perdão, aceitar nossas falhas e aceitar nossa humanidade é bonito e necessário, crescer com elas é essencial, mas deixar a culpa confundir-se com nossa intuição, não. Hoje culpo-me tentando não me culpar. Um olhar generoso para os meus atos. Uma certeza que aquilo fazia parte do aprendizado. E que as leis, os astros, os Deuses já deram-me o castigo necessário. E que a partir de agora o nome da bússola seja a felicidade. Desculpas!
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