28 dezembro 2011

Suspiro de bom dia


E essa nossa cara de bobo igual a de duas crianças esperando a Kombi do sorvete passar? O que se faz com toda alegria e a felicidade renovada? Dostoiévski diz que um novo sonho é uma nova felicidade. Tô sendo feliz e nem tenho me dado conta. Tenho sonhado e ainda não entendi com o que. Penso na sua dança, na sua voz, na desenvoltura do seu corpo e toda essa flexibilidade que me encanta. Você me lembra aquela pássaro que vi dia desses no Arpoador. Andar gracioso, um olhar encantado, assustado e toda aquela beleza que chega a doer a vista. Uma suave brancura pura carregando uma bagagem de dores dessas que dói sempre que a gente respira. Respira comigo qualquer noite. Tim tim! E engoliremos o vinho tinto brindando o sujo e o limpo desses encontros que parecem marcados de outras vidas. Tenho alguns casos para te contar, histórias tristes e felizes e quero ouvir tudo que você queira me dizer... E na cena da dança de Lua de Fel de Polanski que assisti nessa tarde, só me veio você... Para te oferecer tenho poesia, música, pão de queijo na cama, chocolate quente, leite puro, afago na madrugada fria e toda serventia. Não quero pedir nada, me de apenas o que achar que eu mereço e um suspiro de bom dia.

Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. Dexa eu suspirar mais uma vez: Quero também um suspiro assim, com toda essa serventia que seu texto trás. Bonito e encantador Zuza!

    Ah, domingo tem post de ano novo lá no blog, tá? Um abraço, Ana.

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  2. ahhhhh como eu gosto dos seus textos!

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